Como medir o antes e depois ao trocar o sistema de gestão da empresa
Paul Boards ·
Para medir o antes e depois de trocar o sistema de gestão, escolha de quatro a seis indicadores ligados ao problema que motivou a troca, meça esses números por pelo menos quatro semanas no sistema antigo, registre a data da virada e meça os mesmos números, do mesmo jeito, por pelo menos oito semanas depois. Sem a linha de base, qualquer melhora ou piora vira opinião.
A troca de sistema costuma ser decidida por incômodo: tarefas perdidas, retrabalho, relatório que leva a tarde inteira. Medir transforma esse incômodo em número e permite responder com honestidade se a mudança valeu o custo e o esforço.
Comece pelo motivo da troca
Escreva em uma frase por que a empresa está trocando de sistema. Exemplos: "perdemos prazos porque as tarefas ficam espalhadas entre e-mail e planilha" ou "o relatório mensal do cliente leva quatro horas para montar". Cada frase aponta um indicador. Medir tudo ao mesmo tempo dispersa a atenção e gera números que ninguém usa.
Indicadores que costumam fazer sentido
Entrega
- Taxa de entrega no prazo: tarefas entregues até a data prevista dividido pelo total de tarefas com prazo vencido no período.
- Tempo de ciclo: dias entre a criação da tarefa e a entrega, pela mediana.
- Tarefas paradas: quantidade de tarefas sem mudança de status há mais de sete dias, contada no mesmo dia da semana.
Qualidade
- Refações por entrega: número de rodadas de ajuste dividido pelo número de entregas.
- Reclamações ou retornos do cliente: contagem simples por mês.
Esforço administrativo
- Tempo para montar relatório: minutos gastos para preparar o relatório de um cliente, cronometrados.
- Ferramentas em uso: quantos sistemas e planilhas a equipe precisa abrir na semana.
Adoção
- Pessoas ativas: quantas pessoas da equipe atualizaram pelo menos uma tarefa na semana.
- Tarefas criadas fora do sistema: pedidos que chegaram por mensagem e não viraram tarefa.
Exemplo de indicador bem definido
Uma definição vaga como "entregas no prazo" abre espaço para cada pessoa contar de um jeito. Veja a diferença para uma definição completa:
Entrega no prazo: tarefas concluídas até as 23h59 da data de prazo, dividido pelo total de tarefas cujo prazo venceu no período. Entram só tarefas de cliente. Ficam de fora tarefas canceladas e tarefas internas. Tarefas sem prazo não entram no cálculo e são contadas à parte.
Com essa definição, um escritório de contabilidade que está trocando a planilha por um sistema consegue comparar março com junho sem discutir o que entrou na conta. A contagem de tarefas sem prazo também vira indicador: se ela cai depois da troca, é sinal de que a equipe passou a definir datas para o que antes ficava solto.
Como medir o "antes"
O sistema antigo raramente oferece os dados prontos. Algumas formas práticas de levantar a linha de base:
- Exporte o que for possível do sistema atual: datas de criação, prazo e conclusão.
- Faça uma amostra manual quando não houver exportação: pegue 30 tarefas recentes e anote prazo e data de entrega.
- Cronometre tarefas administrativas durante quatro semanas, como o fechamento de relatórios.
- Registre a definição de cada indicador por escrito, incluindo o que fica de fora.
A definição escrita é o que garante comparação justa. Se no antes você contou só tarefas com prazo e no depois contou todas, o número muda por causa da regra e não do sistema.
Vai trocar de sistema? Comece num plano grátis com uma equipe piloto e meça os primeiros números lado a lado. Criar a conta para o piloto
Como medir o "depois"
Separe o período de adaptação
As primeiras duas a quatro semanas após a virada costumam ter números piores, porque a equipe ainda está aprendendo. Registre esse período, mas compare a linha de base com as semanas seguintes. Assim, a curva de aprendizado não esconde o resultado nem é confundida com ele.
Mantenha a mesma régua
Use exatamente as definições do antes. Num sistema que registra histórico de status, como o Scrumboards, fica mais fácil calcular tempo de ciclo e tarefas paradas, porque cada mudança tem data. Os relatórios de tarefas, tempo e refações ajudam a extrair os números sem montar planilha.
Anote o que mais mudou
Contratação, saída de cliente grande, mudança de processo, temporada de fim de ano. Esses eventos afetam os indicadores e precisam aparecer ao lado dos números.
Modelo de quadro comparativo
| Indicador | Definição | Antes (4 semanas) | Depois (semanas 5 a 12) | Observações |
|---|---|---|---|---|
| Entrega no prazo | Entregues até o prazo / tarefas com prazo vencido | preencher | preencher | Quantidade de tarefas em cada período |
| Tempo de ciclo | Mediana em dias | preencher | preencher | |
| Refações por entrega | Rodadas / entregas | preencher | preencher | |
| Tempo de relatório | Minutos por cliente | preencher | preencher | Quantos relatórios cronometrados |
| Pessoas ativas | Atualizaram ao menos 1 tarefa na semana | preencher | preencher |
Sempre informe a quantidade de casos ao lado de cada taxa. Uma taxa de entrega no prazo calculada sobre 12 tarefas é muito menos confiável que uma sobre 200.
Cuidados para não enganar a si mesmo
- Não escolha indicadores depois de ver os números. Defina antes da virada.
- Não some economias que se sobrepõem. Se o relatório ficou mais rápido porque as horas já estão registradas, não conte a mesma economia duas vezes.
- Diga o que ficou de fora. Tarefas canceladas, clientes que saíram, semanas de feriado.
- Inclua o custo da troca: horas de migração, treinamento e a diferença de assinatura.
Custo total da mudança
O ganho só faz sentido comparado ao custo. Registre as horas gastas em configuração, importação de dados, treinamento e ajustes, além da mensalidade do novo sistema e de ferramentas que deixaram de ser pagas. Se o novo sistema reúne tarefas, calendário, CRM e financeiro num lugar só, como faz o Scrumboards para empresas de qualquer área, inclua no cálculo as assinaturas que foram canceladas.
Quando os números pioram
Nem toda troca melhora todos os indicadores, e isso também é informação útil. Se a taxa de entrega no prazo caiu depois da adaptação, verifique primeiro se a régua mudou: o sistema novo pode estar registrando prazos que antes nem existiam. Depois, olhe a adoção. Um time em que só metade das pessoas atualiza as tarefas produz números incompletos. Se a régua está igual e a adoção está alta, o problema pode estar no processo configurado, como status demais ou modelos de tarefa mal desenhados. Ajuste uma coisa por vez e meça de novo por algumas semanas.
Como apresentar o resultado
Uma página basta: o motivo da troca, os indicadores com definição, o antes e o depois com quantidade de casos, o período de adaptação, os eventos externos e o custo total. Termine com uma decisão: manter, ajustar o processo ou rever a ferramenta. Resultado sem decisão vira apresentação esquecida.
Perguntas frequentes
Quanto tempo esperar para avaliar a troca?
Pelo menos oito semanas depois do período de adaptação, para ter dados suficientes.
E se o sistema antigo não tiver dados?
Faça uma amostra manual de tarefas recentes e cronometre as rotinas administrativas antes da virada.
Quantos indicadores usar?
De quatro a seis, ligados ao motivo da troca.
Vale migrar todos os times de uma vez?
Um piloto com uma equipe reduz o risco e gera números comparáveis antes da migração completa.
Satisfação da equipe conta?
Conta, como indicador complementar. Use uma pergunta simples, repetida no antes e no depois.
Prepare a linha de base hoje
Se a troca ainda está em avaliação, comece medindo o sistema atual nesta semana. Quando decidir testar, abrir um piloto gratuito no Scrumboards não pede cartão de crédito. Antes disso, veja os módulos e relatórios disponíveis e as perguntas frequentes sobre migração e uso.